Por favor, façam este filme de Belas Maldições

Quem acompanha o Tumblr do escritor inglês (e deus dos Nerds) Neil Gaiman está acompanhando a enxurrada de perguntas sobre um trailer de “Belas Maldições” que está rodando pela internet. Trata-se de um fan trailer que coloca Benedict Cumberbatch e Martin Freeman (os protagonistas da série britânica SHERLOCK) nos papéis do demônio Crowley e do anjo Aziraphale provando que ambos seriam perfeitos para os papéis.

Se você é fã como nós do divertido livro de Neil Gaiman e Terry Pratchett, dê play no vídeo abaixo e torça para que algum produtor compre a ideia. E caso você ainda não conheça o livro, confira na Livraria Saraiva. O Mundo Nerd recomenda.

by Noah Mera

Comparação dos Medalhistas Olímpicos dos Últimos 116 Anos

Se você prestou alguma atenção nas Olimpíadas durante a sua vida uma coisa que deve ter chamado sua atenção foi que a cada quatro anos, os recordes são quebrados. Nós estamos ficando rápidos e fortes, não por causa da evolução, mas graça a ciência.

Vídeo de alta velocidade tem refinando nossa forma, os nutricionistas estão descobrindo uma dieta mais eficiente e treinadores estão programando o tempo de treinamento para o máximo de desempenho. Exatamente quanto impacto que isso teve sobre a realização atlética? Bem, o New York Times decidiu traçar cada medalhista dos últimos 116 anos de Jogos Olímpicos na corrida de 100 metros, nado livre de 100 metros e salto em distância. Embora recordes não sejam realmente quebrados a cada ano, há uma clara tendência de melhoria (com exceção do salto em comprimento). Na verdade, este ano o último lugar sprinter na última rodada teria superado o medalhista de ouro de 1896 por mais de meio segundo – e ele estava lutando contra uma lesão na virilha. Clique nos links da fonte para ver 116 anos de ganhadores de medalhas.

Fonte: NYT 1, 2, 3

by Fernando Derkoski

Como Evitar Interações Sociais no Ônibus

Conversar com estranhos no ônibus é bom jeito de descobrir coisas novas, mas as vezes você quer ficar sozinho no seu mundinho. Para esses dias a Wired identificou algumas táticas que te ajudam a deixar o banco ao seu lado vazio.

As vezes o ônibus está cheio e você vai ter que sentar perto de alguém, mas quando o ônibus está um pouco vazio, você pode seguir esse guia para deixar o banco ao seu lado vazio:

  • Evite olhar nos olhos.
  • Se encoste na janela e estique as pernas.
  • Sente no banco do corredor e faça de conta que está escutando música.
  • Coloque uma sacola com vários itens no banco vazio, para que leve tempo para que seja colocado em outro lugar.
  • Olhe para fora e fique encarando o vazio, para parecer louco.
  • Pretenda estar dormindo.
  • Coloque seu casaco no banco para parecer que está ocupado.
  • Se tudo falhar, minta: Diga que o banco já está ocupado.

Essas táticas certamente são anti-sociais, mas esses truques podem vir a calhar naqueles dias que você  não está afim de conversar com estranhos.

Fonte: Wired.

by Fernando Derkoski

Assistimos Batman – The Dark Knight Rises

Com um pretenso épico chega ao fim a trilogia de Cristopher Nolan com o personagem da DC Comics. Batman – The Dark Knight Rises é um filme acima da média, como os outros filmes da franquia, muito embora tenha deixado em mim a impressão de que poderia ter sido muito melhor, tivesse deixado alguns temas de lado e concentrado em outros. O grande mérito de Nolan com seus três filmes é criar um universo verossímil para o personagem – veja que eu escrevi VEROSSÍMIL, ao invés de REALISTA, como a maioria das pessoas se refere aos filmes.

Realismo e Verossimilhança em um filme de Super-Herói espião.

O quão próximo do real é um milionário que decide vestir-se de morcego para espancar bandidos enquanto espera inspirar pessoas a ter uma atitude pró-ativa em uma cidade corrupta e violenta? E todas aquelas traquitanas hiper-tecnológicas, principalmente as utilizadas pelos vilões do primeiro e terceiro filmes em seus grandiosos planos de extermino da hipocrisia pelo terror (o que lembra em muito os objetivos do Batman, não fosse envolver o genocídio de uma cidade inteira – e vale lembrar aqui que a Gotham de Batman é correspondente a uma “Gothic-Manhattan” – assim é bom ter em mente que os ataques terroristas do primeiro e terceiro filmes são um equivalente a um 11 de setembro exagerado)?

Não, Batman não é realista – a premissa de um herói fantasiado nunca será realista (e coisas como o The Real Life Super Hero Project é só um bando de gente com a pilha muito errada), mas é verossímil, o Batman de Nolan consegue fazer você mergulhar no universo que os filmes apresentam e aceitar aquilo como se fosse algo possível.

Até Blade e X-men o cinema de super-heróis tentava emular a lógica e visual dos quadrinhos do gênero,  coisa impossível pelas especificidades dos meios e o resultado, sabemos, sempre foi desastroso (com a honrosa exceção de Superman de 1978). Blade obteve sucesso e mostrou os rumos a outras adaptações de quadrinhos ao aproximar a narrativa a outro gênero com maior tradição cinematográfica (o terror, no caso). X-men de 2000 segue o mesmo caminho ao transformar os mutantes em uma metáfora das minorias sociais em uma ficção cientifica sombria. O misto de ficção cientifica e filme de ação parece ser a tônica dos filmes de super-herói desde então, com a eventual adição de humor ao mix (como é o caso de Homem-Aranha e Kick-Ass).

Batman inova ao aproximar ao máximo possível o herói aos filmes de ação e espionagem. É bem possível enxergar Bruce Wayne como um 007 #chatiado e Bane como uma atualização de focinheira do célebre vilão Jaws ( de “O espião que me amava” e “007 Contra o Foguete da Morte”) com a voz e o sotaque de um Sean Connery enlatado. Talvez desse abandono da ficção cientifica (que está presente, mas sob o disfarce de uma tecnologia bélica “possível” nas justificativas de Lucius Fox) a atualização dos filmes de espionagem ainda pode ser vista em TDKR na substituição da temática da segurança nacional pelas intrigas corporativas e ameaças terroristas aos civis, em conformidade com o zeitgeist do mundo livre.

The Dark Knight Rises e seu lugar na trilogia

Assim entendido, está trilogia do Batman tem seus méritos na abordagem inovadora e atualização dos gêneros híbridos de que se serve para  contar a saga do personagem. O dialogo entre os filmes como um todo funciona muito bem ainda que o último filme tenha as falhas mais evidentes e o uso excessivo de clichês (o uso rasgado formato da saga do herói, coincidências forçadas no roteiro, outros elementos que ameaçam a verossimilhança como o retorno dos políciais soterrados, toda a cena da bolsa de valores e a cura de Bruce Wayne do ferimento na coluna, etc). O Duanne fez um excelente trabalho nos aspectos ideológicos lá no Digestivo Cultural. Acho que a personagem da Marion Cotillard faria mais sentido se tivesse sido inserida no segundo filme e o Coringa realmente faz muita falta neste fechamento da saga.

No aspecto emocional o filme também deixa de explorar a cena em que Bane finalmente “quebra” o Batman em uma cena rápida e de pouco destaque. São poucas as cenas em que somos levados a envolvimento emocional com  o filme, apesar de Cristian Bale estar muito bem como Bruce Wayne, não consegui me conectar ao drama pela rapidez com que tudo acontece na tela. Mas Michael Caine, na cena do cemitério, compensa toda a emoção que faltou ao filme. Esta cena consegue passar todo o carinho paternal e culpa que a sua relação de cúmplice gerou no mordomo.

John Blake é completamente desnecessário e o filme podia passar sem o personagem de  Joseph Gordon-Levitt. Já Selina Kyle, vivida por Anne Hattaway, é talvez a melhor coisa de TDKR – uma anti-heroína complexa, carismática  e imprevisível.

Assim, The Dark Knight Rises é um filme cheio de falhas, mas que se sustenta no bom trabalho dos filmes anteriores e é bem sucedido em fechar a saga com um balanço final positivo.

by Noah Mera

Dica de lançamento: Mau Humor de Arnaldo Branco

Você deve conhecer o Arnaldo Branco (e se não conhece, vai conhecer correndo e AGORA!). Numa época polemistas infelizes em peles de humorista encontrar um cartunista politicamente incorreto REALMENTE engraçado é mais que um alívio, é um serviço público para o debate tão necessário nessa época de polarização de opiniões entre coxinhas e reaças.

Portanto é em boa hora que a editora Flaneur lança “O Mau Humor de Arnaldo Branco”, livro que reúne o estoque inédito de quadrinhos, cartuns e frases do autor. Dividido em 8 capítulos, aborda temas como o sexo (“Se tem um lugar onde o conceito de raça ainda faz sucesso é em site pornô”) política (“Esse pessoal que reclama do excesso de informação podia tentar a sorte na China”) e futebol (“Se tivessem filmado a crucificação não ia reprisar tanto quanto o rompimento do patelar do Ronaldinho”)

Aos leitores ‘O Mundo Nerd do Rio de janeiro fica a dica do lançamento do livro:

“A melhor maneira de escapar impune com uma piada inconveniente é que ela seja realmente boa”

 


Título: O Mau Humor de Arnaldo Branco – Ed Flaneur

Autor: Arnaldo Branco

Lançamento: dia 6 de junho, às 20 horas, na La Cucaracha (Rua Teixeira de Melo, 31. Ipanema)

Valor: R$ 38

by Noah Mera